Família é a principal fonte de informação
Para jovens, a família é a principal fonte de informação sobre uso de drogas
Estudo revela que conhecimentos sobre as substâncias podem ajudar a prevenir o uso experimental por jovens em situação de risco.
AGÊNCIA NOTISA - De acordo com pesquisa publicada no periódico Ciência & Saúde Coletiva, dispor de informações adequadas sobre as drogas pode ser essencial para a prevenção do uso experimental entre adolescentes e jovens em situação de risco. O trabalho é da autoria de Zila van der Meer Sanchez, pesquisadora do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas, e colegas, e foi disponibilizado na edição de maio de 2010 da publicação.
Conforme explicam os autores, para coleta de dados, foram utilizadas entrevistas com 62 adolescentes e adultos jovens de ambos os sexos, em condição de risco social – classe social baixa, exposição ao tráfico e consumo de drogas aos arredores de suas casas – que nunca usaram drogas psicotrópicas ou que fizeram uso abusivo destas substâncias. Vale ressaltar que uso abusivo foi definido pelos autores como consumo diário e descontrolado de drogas, gerador, em potencial, de danos morais, pessoais e sociais ao usuário.
Entre os resultados do levantamento, os especialistas revelam: “observou-se que, enquanto 60% da amostra dispunham de conhecimentos parciais sobre a droga, ou seja, conheciam apenas os efeitos positivos ou negativos, 40% nada sabiam a respeito, no momento do início de seu consumo. Assim, de maneira geral, entre os usuários de drogas, prevalece a falta de informações ou a disponibilidade de informações incompletas, ineficazes em termos de prevenção. Dispor de informações parciais é assunto delicado, já que, conforme Bucher, fornecer informações gerais e incompletas aos jovens pode surtir efeito contrário ao esperado”. Eles acrescentam que 32 dos entrevistados “eram não-usuários de drogas e 30 eram usuários pesados. Entre o grupo dos não-usuários, a informação destacou-se como principal motivo de não-uso, através do conhecimento de aspectos positivos e negativos. O principal meio de veiculação foi a família, seguido da observação da experiência negativa vivenciada por amigos que já faziam abuso”.
Para Zila e colegas, “dentre os meios de divulgação da informação sobre drogas, a informação trazida pela família mostrou-se como a de maior impacto e a adquirida no ambiente escolar destacou-se como o de menor relevância, refletindo, talvez, a inadequação da abordagem desta temática nas escolas. Esses resultados sugerem a necessidade de ampla reflexão sobre possíveis meios para se aproveitar a informação como um dos alicerces das medidas preventivas em programas na escola e o planejamento de programas de prevenção que desenvolvam habilidades educativas e de comunicação na cena familiar, conscientizando os pais da importância que eles têm como agentes de saúde para seus filhos”. Para ler o artigo na íntegra, acesse: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-81232010000300012&lng=en&nrm=iso&tlng=pt
Agência Notisa (science journalism – jornalismo científico)
Fonte:
Data: 26/05/2010
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