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COMEÇA O CLASSAÚDE 2009
Ministro da Saúde e demais lideranças do setor participam da solenidade de abertura
Teve início, na terça-feira (02/06) a 16ª edição da Feira Hospitalar e o 14º Congresso Latino-Americano de Serviços de Saúde (ClasSaúde). A solenidade de abertura contou com a presença do ministro da Saúde, José Gomes Temporão, no auditório principal do Expo Center Norte, em São Paulo.
"Destacamos os nossos congressos e seminários, que vão orientar políticos em todo o país. São Paulo é a Capital da saúde na América Latina. É possível ter uma saúde que funcione. É preciso vontade política para levar saúde para todos, de qualidade", afirmou a presidente da Hospitalar, Waleska Santos, dando as boas-vindas aos participantes.

Também participaram da solenidade os secretários estadual e municipal de Saúde, de São Paulo, Luiz Roberto Barradas Barata e Januário Montone, respectivamente. O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab também esteve na Feira para dar as boas-vindas, bem como autoridades da área política e econômica federal, estadual e municipal, e lideranças do setor de saúde, empresários e expositores, como o Deputado Federal Dr. Darcisio Perondi – presidente da Frente Parlamentar de Saúde.

Promovido pelo SINDHOSP, CNS, Fenaess e Hospitalar, o Classaúde tem como tema Central: A Saúde Rompendo Paradigmas para o Crescimento Sustentável.
Encerrando a solenidade, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, reforçou o papel de cada setor, público e privado, para a contemplação de políticas efetivas. Falou sobre os planos na esfera governamental para alavancar o setor. "Este é um momento de encontro e de atenção a novos passos; através de seminários, cursos e debates surgirão as propostas para avançar".
O ministro ainda demonstrou preocupação com a aprovação da Emenda Constitucional 29 como forma de gerar financiamento para os investimentos necessário ao setor e enalteceu a Feira + Fórum. "Hoje a Hospitalar é a segunda maior feira do setor no mundo. Vamos transformá-la em primeira", exclamou.
ClasSaúde 2009
O ClasSaúde engloba o 14º Congresso Latino-Americano de Serviços de Saúde, 4º Congresso Brasileiro de Gestão em Clínicas de Serviços de Saúde, 3º Congresso de Gestão em Laboratórios Clínicos (este em parceria também com a SBPC - Sociedade Brasileira de Patologia Clínica), 2º Congresso Brasileiro de Tecnologias da Informação e Comunicação em Saúde TICs (e-health) e 6ª Jornada sobre Aspectos Legais para Gestores e Advogados da Área da Saúde.

SAÚDE MENTAL É TEMA DO 14º CONGRESSO LATINO-AMERICANO DE SERVIÇOS DE SAÚDE
O CLASSAÚDE apresentou módulo de Saúde Mental no dia 3 de junho, no 14º Congresso Latino-Americano de Serviços de Saúde, pela 1ª vez, após 13 anos de realização.
ClasSaúde é um conjunto de eventos realizados anualmente em paralelo à Feira Hospitalar, maior feira de produtos, equipamentos e serviços para a área da saúde da América Latina., e é promovido pelo SINDHOSP, FENAESS e o CNS. O evento começou no dia 02 e vai até 5 de junho de 2009, no Expo Center Norte, em São Paulo.
Pela 1ª vez, após 13 anos de realização, o evento abordará também o setor de Saúde Mental, como parte do 14º Congresso Latino-Americano de Serviços de Saúde (2 a 4 de junho). O evento é dirigido a presidentes, superintendentes, diretores, gestores e demais profissionais tomadores de decisões estratégicas do setor da Saúde.
O Congresso tem como tema central "A Saúde rompendo paradigmas para o crescimento sustentável". O módulo de Saúde Mental foi apresentado no dia 3 de junho. Fizeram parte da comissão científica que organizou o módulo: Antônio Geraldo da Silva, presidente da Associação Psiquiátrica de Brasília; Carlos Zacharias, diretor do Centro de Estudos Psiquiátricos Vera Cruz; Paulo Bertolucci, do departamento de Neurologia da UNIFESP; Ricardo Mendes, diretor do SINDHOSP e do Hospital Vera Cruz (coordenador); Salomão Rodrigues Filho, presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás e Valentim Gentil Filho, psiquiatra do Instituto de Psiquiatria da USP.
Data: 14/5/2009
Fonte: SINDHOSP

PRESIDENTE DA FENAESS ABRE O MÓDULO DE SAÚDE MENTAL.
O evento apresentado ontem, 3 de junho, fez parte do 14º Congresso Latino-Americano de Serviços de Saúde, durante a feira Hospitalar

O módulo de saúde mental, apresentado ontem (3/6), pelo 14º Congresso Latino-Americano de Serviços de Saúde, teve abertura feita pelo presidente da Federação Nacional dos Estabelecimentos de Serviços Sociais (FENAESS), Humberto Gomes de Mello, que é médico psiquiatra e demonstrou orgulho em ter o tema saúde mental como parte do ClasSaúde.
O evento começou com palestra proferida pelo Dr. Antônio Geraldo da Silva, e coordenada pelo diretor do SINDHOSP, Ricardo Mendes, discutindo as consequências sócio-econômicas do atual modelo de atendimento às enfermidades mentais no Brasil.

PRESIDENTE DA APBR COORDENA ATIVIDADES E FAZ 02 PALESTRAS NO CLASSAÚDE.


Além de coordenar 03 palestras na parte manhã do Módulo de Saúde Mental, o presidente da Associação Psiquiátrica de Brasília, Antônio Geraldo da Silva, apresentou a palestra que abriu o evento, na parte da manhã e outra no período da tarde.
Na abertura o tema abordado foi – Consequências Sócio-Econônmicas do Atual Modelo de Atendimento à Enfermidades Mentais no Brasil. Antonio Geraldo apresentou os reflexos da doença mental na população. "Das dez principais causas de incapacitação no mundo, cinco são por doenças mentais", informa.

A palestra da tarde versou sobre o tema Depressão, Absenteísmo e Qualidade de Vida. Antônio Geraldo da Silva lembrou que a depressão é a doença apontada como a maior causa de incapacitação no mundo. Enfatizando que a depressão é uma doença como qualquer outra e que, portanto, deve ser tratada ele salientou "Um funcionário custa muito caro para a empresa. Invistam em um melhor ambiente de trabalho, e entendam que trata-se de uma doença e não de falta de caráter."

MÓDULO DE SAÚDE MENTAL ABORDA MODELO DE ATENDIMENTO À DOENÇA
Na parte da manhã do Módulo de Saúde Mental do ClasSaúde, que aconteceu ontem 03 de junho, aconteceram 04 palestras.
A primeira palestra foi sobre Consequências Sócio-Econônmicas do Atual Modelo de Atendimento à Enfermidades Mentais no Brasil, teve como palestrante o presidente da APBr - , Antônio Geraldo da Silva que apresentou os reflexos da doença mental na população. De acordo com ele, entre 20 a 25% da população possui prevalência de problemas mentais, sem mencionar aquelas relacionadas a álcool e drogas. "Das dez principais causas de incapacitação no mundo, cinco são por doenças mentais", informa.
Para falar sobre o tema Responsabilidade Social: A Necessidade de Organização de Serviços para o Dependente Químico, o professor titular de psiquiatria da UNIFESP, Ronaldo Laranjeira, apresentou as bases para o cuidado em saúde mental, do livro intitulado "Better Mental Health Care", que aborda o equilíbrio entre hospital e cuidado comunitário, modelo de complexidade crescente, internação de longa duração, recursos residenciais e reabilitação. "Temos que pensar na doença mental como complexa. Soluções simplistas, como as apresentadas pelos CAPS, não resolvem o problema", analisa.
Durante a palestra Perversões e Ambiguidades do Sistema de Saúde Mental, José Geraldo Vernet Taborda, do Hospital Materno Infantil Presidente Vargas, apresentou termos e palavras consideradas ambiguas, como "doença mental" e "psiquiatria". Segundo ele, a palavra psiquiatria só tem sido usada com caráter pejorativo, uma vez que atualmente é usado o termo saúde mental, em seu lugar.
Para finalizar as discussões da manhã, foi apresentada a trajetória da reforma psiquiátrica no Brasil, pelo professor titular de Psiquiatria da FMUSP, Valentim Gentil, que traçou a história da reforma, desde o início da luta anti-manicomial, até a implantação da Lei 10.216, de 2001. "A Lei 10.216 não está sendo cumprida. Se a saúde é direito constitucional, como se explica que 50% da população não tem atendimento?"Ele informou, ainda, que dos 760 milhões destinados aos cuidados extra-hospitalares, somente 252 milhões foram usados para a criação dos CAPS.

Data: 3/6/2009
Fonte: SINDHOSP fotos: Leandro de Godoi

CONGRESSO DEBATE SAÚDE MENTAL NO TRABALHO
Módulo de Saúde Mental do ClasSaúde, aborda saúde do trabalhador e o impacto dos transtornos mentais no ambiente de trabalho
O 14º Congresso Latino-Americano de Serviços de Saúde, que apresentou módulo sobre Saúde Mental, abriu a tarde de 3 de junho com a palestra Saúde do Trabalhador: Os Adoecimentos Causados pelo Atual Modelo Social e Econômico, proferida pelo médico psiquiatra Rubens Hirsel Bergel, da faculdade de medicina da USP. Ele abordou problemas como o absenteismo no trabalho, que pode ter origem em fatores como saúde, problemas pessoais, vícios como álcool e drogas, desmotivação, e outros. Segundo ele, o presenteísmo (situação em que o profissional está presente, sem, no entanto, produzir como deveria), é um problema organizacional ainda pior, podendo ser originado por insatisfação, pessimismo, desânimo, estresse, entre outros fatores.
Outro problema que as empresas enfrentam, apontado como a maior causa de incapacitação no mundo, é a depressão, abordada em palestra apresentada pelo presidente da Associação Psiquiátrica de Brasília, Antônio Geraldo da Silva, que falou, ainda, sobre absenteísmo e qualidade de vida. Enfatizando que a depressão é uma doença como qualquer outra e que, portanto, deve ser tratada, ele alertou para não ser confundida com uma simples tristeza, que dura menos de quatro meses e que não afeta com intensidade a vida da pessoa. "Um funcionário custa muito caro para a empresa. Invistam no ambiente melhor de trabalho, e entendam que trata-se de uma doença e não falta de caráter."

O chefe do Departamento de Psiquiatria, da faculdade de medicina de São Paulo, Valentim Gentil Filho, também apontou as doenças mentais como as principais causas de incapacitação no mundo, durante palestra sobre o custo-efetividade em esquizofrenia e outras psicoses. Ele afirma que, ao contrário do que se pensa, o índice de doenças mentais está aumentando no mundo. "Nenhum governo foi capaz de desenvolver programas de prevenção, a partir dessas informações. O mundo está desassistido na área de saúde mental. A OMS deveria chamar a atenção para isso. No entanto, há um conflito de interesses", analisa ele. Valentim Gentil enfatizou, ainda, a necessidade de ser criada uma política de saúde mental e não de doença mental.
Data: 3/6/2009
Fonte: SINDHOSP fotos: Leandro de Godoi

Fonte:
Data: 05/02/2008



 

 

 
 
 
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